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Secretária de Estado da Cultura  apresenta:

QUE NUNCA MUERA EL FOLCLORE

28 DE NOV

JOCKEY CLUB PORTO ALEGRE

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EXPERIÊNCIA DEL CHISME®

Chisme celebra a música do Sul da América. Inspirado no música popular do sul, é uma fusão entre as raízes culturais e a vanguarda artística que mistura a produção musical regional com gêneros contemporâneos através de shows ao vivo. Arte, gastronomia e cultura se unem para trazerem uma nova interpretação dessa herança tão rica e profunda.

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Há coisas que não desaparecem. Só esperam a forma certa de voltar. O folclore é uma delas.

 

No sul, ele permanece na música, na poeira da estrada, no couro, no vento minuano, na maneira de transformar paisagem em emoção e memória em linguagem. Muito mais do que em símbolos criados, permanece na experiência da fronteira, nesse território em que nada é completamente fixo e tudo nasce do contato: ritmos que atravessam países, imagens que circulam entre Brasil, Uruguai e Argentina, sensibilidades que misturam melancolia, romance, dureza e festa.

 

É desse solo que nasce o Chisme 2026. A edição busca no folclore, nas expressões da cultura popular do sul da América, uma força para impulsionar o “pampacore” e evidenciar a dimensão latino-americana da estética gaúcha, formada historicamente por trocas, fronteiras e reinvenções culturais no espaço do pampa. O sul não foi construído no isolamento. Foi moldado por travessias, misturas e contaminações culturais. A cultura do sul foi criada por povos marginalizados e suas expressões culturais sobreviveram nas frestas. A milonga, o candombe, a cumbia, o sopapo, o imaginário do pampa, a beleza áspera da fronteira, tudo isso pertence a uma mesma atmosfera.

 

Pampacore é se reapropriar da cultura gaúcha, é trazer essa atmosfera de volta ao centro. Não como fantasia nostálgica, nem como repertório decorativo, mas como linguagem viva. O que é a cultura gaúcha no século XXI?  Uma linguagem feita de signos, gestos, sons e imagens que ressoam em quem vive nessa terra. O folclore importa porque guarda essa matéria sensível. Ele concentra as formas mais profundas desse imaginário e permite que elas reapareçam no presente com nova potência, dialogando com as questões do mundo de agora.

 

Que nunca muera el folclore é a afirmação desse movimento. A permanência não está em repetir o passado como ele foi (ou como foi imaginado) mas em permitir que ele continue pulsando em novas formas. O que o Chisme propõe é justamente isso: reabrir esse repertório, devolver calor a essa memória e afirmar que a estética gaúcha, quando viva, sempre foi maior do que uma identidade fechada. Ela é fronteiriça, intensa, melancólica, excessiva, romântica. Ela é, desde a origem, latina.

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